
A Prefeitura de São Paulo anunciou na última quinta‑feira (24 de julho de 2025) que está preparando a publicação de um edital nacional para implantação de abastecimento de biometano na frota municipal de ônibus. A iniciativa surge como reação aos atrasos na infraestrutura necessária para a operação de ônibus elétricos a bateria, que vêm enfrentando desafios desde o carregamento até a instalação elétrica.
🚍 O contexto
- Edital programado: a expectativa é que o chamamento público seja lançado até 20 de agosto de 2025, solicitando propostas para produção e fornecimento de biometano diretamente nas garagens da cidade.
- Infraestrutura energética limitada: atualmente, cerca de 40 ônibus elétricos estão parados nas garagens por falta de energia adequada para carregamento.
- Meta de renovação: São Paulo pretende alcançar 2.200 ônibus movidos a fontes não poluentes até 2028 — objetivo que já sofreu sucessivos adiamentos e reduções.
🔧 Por que o biometano?
- Redução de emissões: o biometano é considerado um combustível de baixíssimo impacto ambiental, com emissões de carbono próximas de zero. Ele também impede o escape de metano — um gás de efeito estufa altamente potente — ao reutilizar resíduos orgânicos para geração do combustível.
- Flexibilidade operacional: ônibus a diesel atualmente em operação podem ser adaptados para rodar com biometano, e os veículos novos devem seguir um processo de aquisição semelhante ao dos elétricos.
⚡ Alternativas tecnológicas em discussão
Enquanto o biometano ganha força como solução de curto prazo, a prefeitura também investe na instalação de baterias estacionárias (BESS) em sete garagens da cidade. Essas “superbaterias” armazenam energia para abastecer até 400 ônibus elétricos, reduzindo a dependência da rede convencional.
📊 Situação atual da frota elétrica
Com a entrega recente de mais 120 ônibus elétricos, São Paulo já conta com 841 veículos movidos por energia limpa — a maior frota elétrica entre as capitais brasileiras. Apesar do avanço, a cidade ainda está distante do objetivo de descarbonização total até 2038.